O 'Fubanga core' desafia a ideia do bom tom, do que é preciso para parecer ser uma 'mulher de respeito'", questiona.
Batonzão, cabelo ondulado no baby-liss, micro-shorts, top decotado e brincos-maxi de argola. Ultrapassando 8 milhões de visualizações em um único post no Instagram, Marcela Carrasco viralizou, falando sobre a moda e o estilo de vida "Fubanga core". (core: sufixo em inglês usado para se referir a estilos e tendências).
Com abordagem lúdica e inteligente, a paulista de 29 anos despontou no YouTube durante a pandemia, colecionando milhões de visualizações em vídeos de moda e lifestyle. Desde então, consagrou-se influenciadora, adepta do movimento maximalista como instrumento para empoderar. Marcela Carrasco experimenta looks criativos, fundamentados em princípios e conteúdos tão divertidos quanto sólidos. "'Fubanga' não é apenas um estilo visual.
O 'Fubanga core' é um movimento que carrega esse discurso de pertencimento, desafia a ideia do que é considerado bom tom. Questiona a elitização da moda, de ter que estar sempre vestida com uma alfaiataria, como uma 'clean girl' com roupas minimalistas para parecer ser uma 'mulher de respeito'. É um estilo que se apropria desse excesso, do brilho. Algo que sempre foi visto como a mulher se expondo, ou 'sem amor próprio' por estar com roupas curtas, então é um contraste importante", reflete.
Nascida em São Caetano do Sul, a Influenciadora Marcela Carrasco tem chamado atenção produzindo conteúdos de moda e lifestyle, e explorando o "Fubanga core". A performance já rendeu à Marcela contratos com poderosos como Nivea, Melissa, Hugo Boss e Calvin Klein. Com criatividade e pesquisa, Marcela usa as raízes latinas e a experiência como modelo internacional como bagagens para somar às atuais facetas, como influenciadora e empresária. Recentemente, fundou a EORA, grife de óculos maximalistas onde comanda todas as etapas do processo: da direção-criativa, à confecção, branding, distribuição e administração do negócio.
"O 'Fubanga core' carrega esse termo 'fubanga', de depreciação, mas a gente transforma essa palavra num movimento estético e de celebração. Reúne moda e cultura, valoriza raízes e a estética popular, a liberdade de moda. Me denominar como 'fubanga' não me diminui, pelo contrário, me dá muita licença poética pra eu fazer o que eu quiser. É uma possibilidade de expressar minha moda, que fala diretamente com minha vivência, dizendo que sim, posso usar meus micro-shorts no calor de onde vivo, posso sim brincar com acessórios que eu quiser para incrementar meu look, mas mais do que isso, é sobre empoderar pessoas a se vestirem como quiserem, sem medo de julgamentos", finaliza.